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Batizado de Blogservatório, o blog do Portal Oficial... (mais)

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31/12/2008
Tratamento VIP para a Nacional Gás


No mês de novembro, a Associação dos Amigos do Ferroviário Atlético Clube (AAFAC) comprou um novo fogão industrial para a cozinha do Ferroviário.

Desde que chegou na Barra do Ceará, o gerente geral do clube, Eduardo Hamester, vem apontando algumas melhorias prioritárias no patrimônio coral. Devido à pré-temporada e ao campeonato que se avizinha, surgiu a demanda de dar melhores condições à cozinha. A AAFAC prontamente atendeu.

Além de melhores condições para a alimentação dos atletas, o novo fogão dará um tratamento VIP ao produto de nosso novo patrocinador, que atua no segmento de fornecimento de gás.

O Sócio-Torcedor pode acessar a área restrita deste portal e constatar esta aquisição na prestação de contas do mês de novembro. Na foto: o fogão novo e o velho. Não precisa dizer qual é um e qual é o outro.

Postado por Vitor Borges Monteiro

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29/12/2008
Almoço coral e feliz ano novo


Foi muito bom o almoço da última sexta-feira, dia 26. A convite do amigo e sócio-torcedor "Jonatas Navarro", nos encontramos em um restaurante da cidade e por horas ficamos conversando sobre vários assuntos corais. Também estavam por lá: Vitor Monteiro, Carlos Augusto e Emmanuel Garcia. Como é bom falar do Ferrão!

Imensamente agradecido por esta honrosa recepção oferecida por "JN", aproveito para desejar um feliz ano novo à todos os torcedores corais!

Postado por Chateaubriand Arrais Filho

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16/12/2008
A Barra é Nossa: recordando 17/5/2003


A Barra é Nossa! 

Contrariando os mais desinformados, que teimam em dizer que jogar da Barra dá azar, gostaria apenas de lembrar que o Ferrão tem mais vitórias dentro do seu próprio estádio do que a soma de todos os empates e derrotas lá acontecidos. Portanto, Barra neles! É a nossa casa e quem manda é a torcida coral. Já notaram que, em jogos decisivos e com motivação, o público na Barra ultrapassa a casa dos 4000 torcedores, enquanto que no PV, quando muito chega aos 2500? Não há dúvidas de que temos que mandar nossos jogos no Elzir Cabral. O PV é aprazível, mas a Barra é o nosso alçapão. O público que vai ao Presidente Vargas precisa se acostumar a ir à Barra, basta o Ferrão se acostumar a jogar lá com freqüência e em isso acontecendo, brevemente estaremos falando aqui em ampliar o nosso estádio. A solução está dentro de casa. Podem apostar.

O texto acima foi extraído da primeira edição da Arquibancada On-Line, coluna que tive o privilégio de escrever no antigo Site Oficial do Ferroviário, entre os anos de 2003 e 2004. Mais precisamente no dia 17 de Maio de 2003, a antiga coluna entrava no ar abordando justamente um tema que passou despercebido nos últimos cinco anos. Felizmente, hoje já se fala em ampliação do Elzir Cabral. Mais do que isso, hoje já se tem algo de muito concreto nesse sentido.

E o melhor: perceberam que não se fala mais do tal "azar", reiteradas vezes proclamado pelos que adoram espezinhar o Ferroviário e pelos torcedores de baixa-estima? Durante o Estadual de 2008, todos os jogos realizados na Barra tiveram casa cheia. A pressão foi enorme e as vitórias vieram naturalmente. 

Aguardem 2009... o Elzir Cabral vai ficar pequeno para uma torcida apaixonada e louca de saudade. E vamos, todos, participar do processo de ampliação do Elzir Cabral. Porque a Barra é nossa e disso jamais podemos esquecer.

Postado por Evandro Ferreira Gomes

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03/12/2008
A força que vem dos ventos


O torcedor coral que for a Vila Olimpica Elzir Cabral vai se deparar com uma grande novidade. Devido aos altos custos com energia elétrica, recentemente o presidente Paulo Wagner Pinheiro dotou o complexo coral de um sistema de geração de energia própria para bombear água para a irrigação do campo.

O cata-vento possui várias utilidades, seu nome está associado comumente ao aproveitamento da energia eólica em aplicações engenhosas, como a moenda (os moinhos de vento), o bombeamento de água, ou em conceitos mais modernos, para geração de energia elétrica, através dos aerogeradores.

Alguns estudiosos acreditam estar na Pérsia 915 a.C, hoje Irã, a origem do cata-vento. A energia obtida com os cata-ventos prestou muitas aplicações no passado, moer grãos e bombear água foram apenas algumas delas. Eles foram utilizados também para extração de óleo, transformação do papel, preparação de pigmentos e tinturas, dentre outras. Foram também a principal fonte de energia durante toda a Idade Média.

Apesar de parecer ultrapassado, é justamente a energia eólica que sinaliza ser a solução para geração de energia no futuro. Investir na geração de energia que vem dos ventos além de ser uma política ecologicamente correta, incorre em baixos custos comparados com obras como hidroelétricas. Vale ressaltar também que é uma fonte de energia inesgotável comparada com as energias geradas pelos combustíveis, gás natural e atômica.

Espero que a força dos ventos da Barra do Ceará gerem muito mais que simples energia, espero que traga consigo fluidos positivos para o Ferrão obter sucesso em 2009. E se for depender de vento, não tem pra ninguém, o título ficará na Barra do Ceará.

Postado por Vitor Borges Monteiro

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28/11/2008
"É nós na Finta!"


O anúncio oficial da assinatura de contrato com a Finta pegou muita gente de surpresa. A maioria da torcida do Ferroviário jamais imaginou que a boa nova fosse possível. Apesar dos rumores sobre o acordo terem vazados nos últimos 10 dias, as negociações começaram há bastante tempo, mais precisamente no início de julho. Depois de um trabalho de prospecção em cerca de cinco fornecedoras de escol, a possiblidade de acordo com a Finta foi a que mais prosperou nos contatos iniciais. Felizmente, na última quarta-feira, tudo foi sacramentado.

Ter uma grife respeitável para o material esportivo do Ferrão é um desejo antigo de várias mentes que compõem o atual Ferroviário. Por tudo aquilo que isso representa, desde a elevação da auto-estima dos atletas até as amplas possibilidades de penetração no mercado, o que potencialmente valoriza a marca do clube nos mais diversos segmentos sociais. Sem falar, claro, no patrocínio anual de R$ 200.000,00 em produtos esportivos previstos em contrato.

Desde os primeiros contatos com o representante comercial Francisco Aécio, um verdadeiro entusiasta da idéia, ao desfecho final com o Presidente da Finta, Irisléuton Bertolini, entre almoços, reuniões e intermináveis ligações telefônicas para São Paulo, a certeza de que a Finta poderia ser parceira no processo de reestruturação do Ferroviário foi ficando, a cada dia, mais evidente. A negociação até sofreu o assédio da concorrência, aos 45m do 2° tempo, com a intervenção de uma outra marca nacional que queria vestir o Ferrão. Como não poderia deixar de ser, a escolha recaiu sobre a marca mais atraente, que desde o início demonstrou respeito e atenção aos interesses do clube.

Estão todos de parabéns. Afinal, "é nós na Finta", como já diz a ala jovem de torcedores do Ferrão, todos ansiosos por dias melhores. O acerto com a famosa multinacional é apenas uma prova de que a militância em prol do clube é capaz de quebrar paradigmas e conquistar até mesmo o que parece improvável, até porque uma pequena dose de boa vontade e preparo removem todos os obstáculos.

Postado por Evandro Ferreira Gomes

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07/11/2008
O exemplo que vem de Goiânia


Ontem o Atlético Goianiense garantiu sua vaga para a Série B do Brasileirão 2009. Um time bastante simpático, bem organizado e que merece os nossos sinceros parabéns.

Assim como Fênix, podemos dizer que o Atlético ressurgiu das cinzas. Atolado em dívidas e causas trabalhistas, rebaixado para a segunda divisão do campeonato estadual e com seu estádio demolido, o time goiano vem em uma crescente impressionante. Conseguiu voltar para a primeira divisão de Goiás em 2006, sagrando-se vice-campeão estadual no mesmo ano, e reconstruiu o seu estádio. Em 2007, finalmente, arrematou o título, que não vinha desde 1988. Este ano fez um belíssimo papel na Copa do Brasil, e na Série C é o líder absoluto e já classificado.

Nunca gostei de fazer comparações no futebol, principalmente em assuntos que envolvam o Ferrão. Mas, vendo este belíssimo exemplo do Atlético Goianiense, fica quase impossível não comparar.

Ferrão e Atlético. Ambos fundados na década de 30. O Ferrão em 33 e o Atlético em 37. Seus dinstitivos são muito parecidos. Em Goiás, o Atlético foi o primeiro time a surgir, decretando o início do futebol no estado. No Ceará, o Ferrão foi o primeiro clube a profissionalizar seus atletas, contribuindo para o progresso do futebol local. Por lá, o maior clássico de sempre foi Atlético x Goiás. Depois surgiu o Vila Nova, que conquistou muitos torcedores. Aqui, Ferroviário x Ceará já foi o clássico dos milhões. Hoje, o Fortaleza é que detém o posto de segunda maior torcida. O Ferrão tem nove títulos estaduais. Até a conquista de 2007, o Atlético também tinha o mesmo número de troféus. Ambos possuem quantidades iguais de vice-campeonatos estaduais: 21. Para completar, as principais torcidas organizadas dos dois times, Falange Coral e Máfia Atleticana, possuem uma declarada aliança de respeito e admiração. Grandes e fiéis, seus torcedores nunca os abandonarão e são capazes de fazer as mais variadas "loucuras" para ver o seu time jogar.

Dentre todas as impressionantes coincidências que estes tradicionais clubes brasileiros possuem, a mais importante ainda está por vir. Assim como Fênix, assim como o Atlético, o Ferrão também vem trabalhando forte para ressurgir e voltar a ser destaque no cenário futebolístico brasileiro.

Administração organizada e comprometida, comando técnico qualificado, contratações ousadas, valorização da prata da casa e marketing forte junto aos seus torcedores. Estes foram alguns dos pontos preciosos para o sucesso atleticano, e é nesse caminho que o Ferroviário deve, e está a, seguir.

Vale ressaltar que, teoricamente, o Ferrão tem uma tarefa mais fácil do que a enfrentada pelo Atlético.

Enquanto eles estavam na segunda divisão goiana e sem estádio, o Ferrão nunca sequer foi rebaixadado e é dono do melhor estádio particular do Ceará, pronto para receber novas obras de modernização.

Na época da sua pior situação, a distância estrutural entre o Atlético e seus dois principais rivais (Goiás e Vila) era enorme. Por aqui, tal diferença entre o Ferroviário e seus dois principais rivais (Ceará e Fortaleza) nunca foi tão grande, e vem ficando cada vez menor.

Outra grande diferença, e por isso disse que a tarefa coral era apenas teoricamente mais fácil, é que por lá a Federação valoriza verdadeiramente o campeonato e seus filiados, inclusive chegando a bancar grandes jogadores para os clubes. Consequentemente, a imprensa acaba tratando todas as forças por igual. Infelizmente, situações como essas ainda parecem ser impossíveis de se ver por aqui.

Postado por Chateaubriand Arrais Filho

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30/10/2008
Nos bastidores da festa


Estive hoje à tarde no Náutico e a equipe de decoração, contratada especialmente para o evento de posse da nova diretoria, acertava os últimos detalhes da grande festa.

O local estava lindo! Três mil balões vermelho, preto e branco irão dar o tom coral da festa. Da entrada do Náutico até o início do salão principal, um corredor de 50 metros decorado com tecidos iluminados, uma super produção! No cantinho do salão encontrei um dos principais protagonistas da festa, o bolo em comemoração aos 75 do Ferroviário Atlético Clube. E que bolo! Um metro e meio de comprimento, todo confeitado com motivos corais. Parabéns Ferrão!

Postado por Vitor Borges Monteiro

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24/10/2008
De olho na telinha

Está chegando o final do ano e as reuniões do Conselho Arbitral da primeira divisão do Campeonato Cearense já estão ficando mais freqüentes. O Estatuto do Torcedor determina que a tabela de qualquer competição seja divulgada com 60 dias de antecedência, portanto, a partir do dia 10 de novembro deve sair a tabela do Campeonato Cearense de 2009 se cumprirem na risca o que recomenda o Estatuto do Torcedor.

Minha preocupação diz respeito aos jogos da televisão. Nos últimos campeonatos, o contrato com a emissora de televisão não havia restrição quanto às transmissões de jogos de equipes mandantes para a mesma cidade de realização da partida. Porém, nossos rivais da capital raramente tiveram na grade jogos transmitidos quando realizados em Fortaleza. Não por força contratual, e sim por bom censo. O problema é que esse bom censo, pelo menos nos últimos campeonatos, não se aplicaram nem para Ferroviário e nem para o Icasa. Dos sete jogos do Ferroviário em casa no Campeonato Cearense de 2008 contra equipes que não fossem nem Ceará e nem Fortaleza, dois jogos foram transmitidos (Ferroviário x Boa Viagem e Ferroviário x Icasa).

Eu sou a favor de liberar as imagens, mas precisa ter algumas condições definidas, tipo: I) Do ponto de vista institucional, não é interessante mostrar a marca Ferroviário em estádio vazio, desvaloriza a marca, básico! Portanto, em jogos do Ferroviário por acaso realizados no PV ou no Castelão, nunca liberar imagem!; II) Quanto aos jogos no Elzir Cabral, se o estádio estiver lotado ótimo a transmissão, não há prejuízo na renda e ainda se valoriza a marca ao liberar a imagem de um jogo com casa cheia. Entretanto, apesar de toda a expectativa de um Ferroviário motivado em 2009, não temos a garantia de sucesso, estádio lotado é conseqüência de boa campanha, então, a imagem deveria ser liberada com autorização previa de 7 (sete) dias. III) Por último, acho que as cotas devem ser diferenciadas para os clubes âncoras do campeonato e proporcionais à quantidade de jogos transmitidos. Com todo respeito aos clubes do interior, mas acho que a divulgação da cidade para eles já está de bom tamanho. Até porque, esse não é o objetivo das prefeituras? A divisão igualitária das cotas entre os clubes, como tem acorrido nos últimos contratos, prejudica as equipes que realmente possuem compromisso com o futebol cearense.

Quanto a operacionalização de uma tabela que não permitisse transmissões de jogos de clubes mandantes para a mesma cidade de realização da partida, na minha opinião é muito simples. Basta definir 4 (quatro) equipes âncoras. Em cada final de semana, duas jogam fora de casa e duas jogam em casa. As duas equipes que jogarem fora de casa, uma partida seria realizada no sábado e outra no domingo, justamente os jogos da televisão. Além disso, poderia ser definido que com sete dias de antecedência, as equipes mandantes poderiam liberar seus direitos de imagem, assim a emissora poderia redefinir sua grade de acordo com a demanda do campeonato e em consonância com os clubes.

Corrigido alguns detalhes contratuais, sem dúvidas as transmissões do Campeonato Cearense servem como forte instrumento de massificação dos clubes locais. Imaginem se em 94/95 os jogos fossem transmitidos? Quantos milhares de torcedores potenciais teriam se apaixonado pela Máquina Coral? Em qualquer pesquisa de torcida aqui no estado é possível verificar que Ceará e Fortaleza juntos possuem menos de 50% da preferência local. Precisamos mais do que nunca ganhar um título e, com o apoio das transmissões, nossa massificação será rápida, pois mais de 50% da população não torcem nem Ceará e nem Fortaleza e estão só esperando o Ferrão para torcer.

Postado por Vitor Borges Monteiro

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18/10/2008
Em busca da empolgação necessária

Muita gente estranhou a saída do treinador Fernando Polozzi. Às vezes no futebol, as coisas não ocorrem conforme o planejado e se faz necessário um ajuste de rota. Nada mais do que normal, ainda mais quando há tempo para correções. O que determinou a saída do treinador coral foi uma combinação de fatores que, somados, convergiram contra a estabilidade de seu cargo.

O nome de Polozzi foi escolhido porque ele realmente apresentou um belo trabalho no campeonato estadual. Chegou na virada do 1° para o 2° turno e a sua contratação - com uma bagagem incomparavelmente melhor que muitos profissionais que orbitaram na Barra nos últimos tempos - motivou, empolgou e surtiu o efeito imediato e necessário dentro de campo. A prova disso é que sob seu comando, o Ferroviário só foi derrotado para o campeão cearense.

Entretanto, uma coisa é trabalhar no clímax do campeonato. Outra bem diferente, é fazer um trabalho de base a médio prazo, longe dos holofotes e da atenção do público. A intenção foi boa. Porém, o efeito desejado não foi satisfatório. Digamos que a coisa esfriou. Talvez, Polozzi tenha esperado mais do Ferroviário. E, certamente, o Ferroviário esperou bem mais de Polozzi . Quando não há uma correspondência mútua, melhor cada um ir para o seu lado. Sem rancores e ressentimentos, de preferência.

A atitude só veio esta semana. Mas, a situação já vinha se configurando há mais de um mês. Quem conhece os bastidores, sabia disso. Quando o trabalho não é empolgante, quando o foco não é um só, quando não há sintonia de trabalho, quando sucessivos erros tornam a acontecer, caberá sempre ao presidente - o principal cargo do setor executivo - entrar em ação para corrigir as falhas existentes. Não é favor. É obrigação. Impossível é aguentar calado determinadas situações. E na minha opinião, a decisão foi acertada.

Cada um vai agora continuar sua vida. Polozzi certamente fará bons trabalhos em outros ambientes. Conhecimento, ele tem de sobra. E o Ferroviário continuará em busca da empolgação necessária, com outro treinador que vista a camisa e se comprometa a realizar um trabalho forte, dinâmico e intenso. Porque o Ferrão precisa disso. Marasmo, apatia e coisas do gênero não podem mais existir em nenhum setor do clube. Basta.

Postado por Evandro Ferreira Gomes

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15/10/2008
Quem com ferro fere, com ferro será ferido

Em 2007, o Ferroviário, maior colecionador de títulos de base do estado, foi seriamente prejudicado ao ficar de fora da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Em seu lugar, inexplicavelmente, o Fortaleza Esporte Clube foi indicado como representante do estado na competição.

Para quem não lembra do acontecido, segue trecho de matéria veiculada aqui no Portal Oficial do Ferrão, em 21/11/2006:

"A tarde de segunda-feira foi de frustação para os jogadores do Ferroviário Sub-20, brilhantes campeões estaduais da categoria, titulo conquistado no último sábado ao derrotarem o time do Ceará pelo placar de 2x1, no Castelão.

Durante todo o campeonato da categoria Sub-20, foi amplamente noticiado pelos orgãos de imprensa e pela Federação Cearense de Futebol, que o campeão do certame iria representar o Estado do Ceará na Copa São Paulo, enquanto que o vice-campeão seria nosso representante na Copa Alagoas, a exemplo do que já ocorrera no ano passado. Referido acordo teve a chancela do então Secretário da SEJUV, Sr. Lúcio Bonfim, que dentre outras atividades, é diretor do Fortaleza. Dentro de campo, Ferroviário e Ceará conquistaram esse direito fruto do esforço e dedicação de seus jovens atletas.

Para espanto de todos os desportidas locais, o Ferroviário foi surpreendido com a notícia de que, há mais de 15 dias, o Fortaleza Esporte Clube está inscrito para participar das duas competições. Ferroviário e Ceará foram passados para trás e ficaram a ver navios. Vale ressaltar que, dentro de campo, o Fortaleza foi desclassificado da competição pelo Ferroviário ainda em sua fase inicial."

Agora, quase 2 anos depois daquele vergonhoso episódio, eis que o próprio Fortaleza, descaradamente, vem reclamar de não ter sido mais uma vez o grande indicado do futebol cearense. Segundo texto da diretoria tricolor, a FCF, "de maneira covarde, indicou apenas o Ceará, time do coração do Presidente Mário Degésio, para a disputa da Copa São Paulo de Futebol Júnior, edição 2009."

Morais da história: Quem com ferro fere, com ferro será ferido. Reciclagem e moralização no futebol cearense, já!

Postado por Chateaubriand Arrais Filho

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11/10/2008
Sobre o Vestuário: Devaneios e Divagações


Sou a favor de que os clubes remodelem o padrão de suas camisas a cada temporada. Uniforme 1, 2 ou 3, tanto faz. Contanto que propicie uma grande novidade para o mercado. O que é comum há décadas no futebol europeu, parece finalmente ter chegado com toda força no Brasil. Já se percebe o protagonismo de alguns clubes em renovar o visual, inovar nos uniformes, nas cores e nos estilos. 

É evidente que as origens devem ser sempre preservadas, desde que periodicamente atualizadas em termos de design.  O Barcelona nunca abandonou o seu tradicional uniforme azul e grená. Entretanto, já vestiu amarelo e azul no tempo de Johan Cruyff e até o glorioso verde-marca-texto mais recentemente. Quem diria que o Corinthians usaria um dia a cor roxa?  O Palmeiras abandonou o cinza-sem-graça e adotou o verde-limão. O Vitória baiano, rubro-negro de origem, já amarelou até nos uniformes (heim?). E o Ferrão? Que cor caberia num terceiro uniforme? Permitam-me o devaneio...

Para inspirar a divagação alheia, uma foto do tempo do bumba. 1965, mais precisamente. Ano em que o Ferroviário aposentou as famosas listras. Nada muito interessante, diga-se de passagem. Porém, não deixou de ser uma inovação para os padrões da época. Que não se repita, quero deixar bem claro. E que venham novos modelos a cada temporada.

Na foto: Zé do Mário, Zé Alberto, Gavillan, Toinho, Marcelo e Vicente; Raimundo Pipiu, Durand, Nilton, Moacir e Expedito Chibata. 

Postado por Evandro Ferreira Gomes

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01/10/2008
Parabéns ao aniversariante Polozzi


Hoje, 1° de outubro, é o aniversário de Fernando Polozzi, treinador do Ferroviário. A equipe do Portal Oficial do Ferrão envia os mais sinceros parabéns ao comandante coral, que tem a missão de montar o time para as disputas da temporada de 2009.

Rodado no futebol, experiente e boa praça, Polozzi é o tipo de cidadão que você conversa sobre futebol durante horas e não vê o tempo passar. Histórias pra contar, ele tem várias. Do sistema tático holandês de 1974 aos esquemas modernos, tudo vira resenha.

Tirada do fundo do baú, ai está uma foto da passagem de Polozzi pela Seleção Brasileira, convocado para a Copa do Mundo na Argentina, em 1978, quando atuava como zagueiro da Ponte Preta. No ano seguinte, transferiu-se para o Palmeiras e disputou a Copa Libertadores das Américas.

Postado por Evandro Ferreira Gomes

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30/09/2008
Pacoti: homenagens em vida


Sábado, 27 de setembro. Biblioteca Pública de Fortaleza. O Memofut (Grupo Literatura e Memória do Futebol) presta uma homenagem a um dos maiores ídolos do futebol cearense. Seu nome: Francisco Nunes Rodrigues, popularmente conhecido como Pacoti. Ao lado da bola, o ex-jogador do Ferroviário conversa alegremente com três dezenas de atentos ouvintes.

Sujeito simples, bom de papo e cheio de histórias pra contar. Memórias de uma época que o futebol talvez fosse um pouco mais apaixonante, saudosismos à parte. Em seu tempo, Pacoti foi um verdadeiro fenômeno (sem analogismos contemporâneos, por favor). Talvez esteja em qualquer seleção de todos os tempos do Ferroviário que se possa fazer.

É claro que o blogservatório coral não poderia deixar passar em branco esta homenagem. Apenas mais uma. Sim, porque já houve várias e a próxima acontecerá em outubro, promovida pela Associação dos Filhos de Quixadá, sua terra. E homenagem boa é aquela que é feita em vida. Parabéns, Pacoti.

Postado por Evandro Ferreira Gomes

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28/09/2008
E o dinheiro público...

As eleições municipais deste ano ainda nem ocorreram, mas parte do dinheiro público, pelo menos para os lados do Cariri, pasmem, parece já ter um caminho certo. Leiam a seguir, parte de uma matéria veiculada hoje no site Artilheiro.com, e tirem suas conclusões:

"ICASA SÓ VOLTA A CONTRATAR APÓS AS ELEIÇÕES - A diretoria do time alviverde resolveu dar um tempo nas negociações de jogadores até após as eleições municipais, devido o envolvimento de dirigentes nas disputas eleitorais e aguardando uma definição de quem estará a frente do poder executivo municipal para se definir que tipo de investimento será feito pelo futuro prefeito no futebol profissional."

Postado por Chateaubriand Arrais Filho

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25/09/2008
Boas Perspectivas

Como é duro viver sem Ferroviário, hein? Com certeza, 10, entre 10 torcedores corais, estão sonhando que este ano logo acabe para poder acompanhar o Ferrão novamente em ação. A data de início do Estadual está confirmada: 11 de janeiro. O calendário do futebol local, finalmente, foi melhorado, e teremos uma nova competição no segundo semestre. Independente disso, não passa pela cabeça de ninguém na Barra ficar novamente fora do Campeonato Brasileiro. Vamos para a Série D com muita força.

A fase de preparação está sendo bem feita. O competente Fernando Polozzi vem analisando muitos jogadores e já vai formando uma base de qualidade. Os experientes Jéfferson, Cleiton Cearense e Dino já foram contratados. Os jovens Carlinhos, Guto, Joãozinho e Leonardo, dentre outros, estão de volta. Gratas surpresas como Paulo Maranhão, Naná e Curiri, já se destacam. A partir de novembro, o presidente Paulo Wagner promete a chegada de outros reforços de peso para, definitivamente, completar um elenco de muita qualidade rumo à grandes conquistas em 2009.

No dia 30 de outubro haverá a posse oficial da nova diretoria. Os convites já estão à venda. As perspectivas para 2009 são cada vez melhores, e o apoio do torcedor neste momento é fundamental.

E por falar em perspectivas, seguimos trabalhando sério para que o Ferrão continue a ter um dos melhores Portais Web do Brasil. Informo que em breve teremos boas novidades neste espaço, especialmente para os nossos sócio-torcedores.

Postado por Chateaubriand Arrais Filho

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11/09/2008
Copa Fares Lopes

Nada contra o ex-presidente da FCF. Nem a favor. Mas, por que não "Copa Estado do Ceará"? Nome óbvio, simples, bonito e que valorizaria a nossa terra. Mas...

Enfim, mais importante do que o nome foi a criação da Copa em sí. Um calendário cearense justo por um futebol mais forte!

Parabéns aos Sócio-Torcedores que acionaram o Ministério Público, e aos dirigentes do clube e da AAFAC que deram sequência ao movimento. O foco agora, para se alcançar o sucesso, é elaborar com muito carinho o regulamento desta nova competição.

Postado por Chateaubriand Arrais Filho

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04/09/2008
Sua nota vale dinheiro

Devido as intensas discussões na área restrita deste Portal acerca da campanha do Governo do Estado “Sua nota vale dinheiro”, resolvi trazer este tema aqui para o blogservatório e tornar pública uma critica construtiva ao programa.

Além de pessoas físicas, as pessoas jurídicas sem fins lucrativos e as entidades esportivas também podem se cadastrar na SEFAZ para se beneficiar do programa. Esse benefício em dinheiro corresponde ao valor de 0,5% sobre o arrecadado pelo clube em cupons e notas fiscais.

A crítica refere-se a descentralização da responsabilidade de coleta dos cupons fiscais. O clube é o responsável pela sua própria campanha de arrecadação de notas e isso envolve custos administrativos para se manter uma equipe administrativa nesta ação. O clube tem que arrecadar uma quantidade X de cupons para pelo menos manter essa equipe administrativa, para a partir desta quantidade X começar a obter beneficio. A grande verdade é que os casos de sucesso, pelo menos no futebol, que se vê, é quando candidato A ou B se interessa em fazer a campanha de recolhimento de notas, sem custo algum para o clube.

Imagine se o governo centralizasse a responsabilidade de coleta para si, e beneficiasse os clubes trocando cupons e notas fiscais por ingresso, similar a campanha “Nota Premiada” na década de 90. Ganharia os clubes pois além do governo comprar ingressos para trocar por notas fiscais, eliminaria o custo administrativo de se gerenciar uma campanha de arrecadação de cupons. Ganharia também o torcedor que passava a ser beneficiado direto no processo e, ganharia o próprio Governo do Estado, pois aumentaria a arrecadação fiscal. Por que aumentaria a arrecadação fiscal? Explico: O ser humano é egoísta por natureza, ao tornar o torcedor um beneficiado direto no processo, despertaria um maior interesse nas pessoas e a quantidade de cupons e notas fiscais arrecadados aumentariam substancialmente.

Postado por Vitor Borges Monteiro

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02/08/2008
Perfil dos Sócio-Torcedores Corais

A coordenação do programa sócio-torcedor está levantando algumas informações estatísticas sobre os sócio-torcedores do clube para servir de suporte para a elaboração de futuras estratégias de marketing. Por exemplo, qual a idade média do sócio torcedor do Ferroviário por cada plano? Essa informação é extremamente importante quando se repensar novos benefícios para a temporada 2009, pois pode-se elaborar pacotes de produtos e serviços voltados para determinado público. Outra informação importante: Quais Bairros concentram mais torcedores corais? Esses dados são relevantes quando for necessário selecionar novos pontos de distribuição da revista Expresso Coral ou mesmo quando for preciso fazer uma ampla divulgação do projeto através de outdoor ou busdoor.

Desde janeiro de 2008, cadastros foram recebidos de todo Brasil e até do exterior. No Total, 85,63% desses cadastros partiram da cidade de Fortaleza e 14,37% dos cadastros partiram de torcedores residentes fora da capital. Ao todo, 18 cidades no interior do Estado e mais 11 cidades no Brasil possuem sócio-torcedores corais. As cidades que mais se destacam em número de adesões são Caucaia, Maracanaú, Quixeramobim, Itapipoca, Crato, Brasília/DF, São Luis/MA e Natal/RN.

Fazendo uma análise dos cadastros oriundos da cidade de Fortaleza, o programa sócio-torcedor recebeu adesões de 92 Bairros da cidade, de um total de 116 Bairros. O Bairro Aldeota é o campeão em adesões, 6,97% das adesões da cidade, em seguida Álvaro Weney e Centro com 4,79% cada. Em quarto lugar a Barra do Ceará, com 4,36% das adesões e, em quinto, o Bairro Papicu com 3,27%.

Agrupando os Bairros da cidade por área de jurisdição das Secretarias Regionais (SER), os Bairros que compõem a SER II possuem 32,24% das adesões da cidade, seguido por SER I (25,53%), SER IV (14,38%), SER VI (12,42%), SER III (9,59%) e, por ultimo, SER V, com 7,84% das adesões oriundas da cidade de Fortaleza.

Dividindo o número de cadastros em cada área de jurisdição das SER pela quantidade de habitante destas mesmas regiões, a área correspondente aos Bairros que compõem a SER II é a mais densa em sócio-torcedores corais, seguido por SER I, SER IV, SER III, SER VI, SER V. Notem que há apenas uma modificação na ordenação por números absolutos e relativos. A área de jurisdição da SER III, que detém 9,59% do total de adesões na cidade de Fortaleza, possui 378.000 habitantes. Já os Bairros que compõem a SER VI, que detém 12,42% das adesões em Fortaleza, possui 600.000 habitantes, o que torna esta área menos densa que a área correspondente aos Bairros da SER III, mesmo possuindo mais números de adesões.

Analisando espacialmente os dados georeferenciando em um mapa, verifica-se que os Bairros da Região Norte da cidade, que correspondem a área de jurisdição da SER I e SER II, é a mais densa em sócio-torcedores corais e, a Região Sul, exatamente onde se encontram os Bairros que compõem a SER V e SER VI, é a menos densa em torcedores corais.

Considerando um potencial de 5.000 sócio-torcedores, a amostra desta pesquisa, proveniente do banco de dados dos cadastros de sócio-torcedores do Ferroviário, oferece um nível de confiança estatístico de 95,55 % de certeza destes percentuais amostrais apresentados corresponderem com os verdadeiros percentuais da população total potencial de sócio-torcedores.

Postado por Vitor Borges Monteiro

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29/07/2008
Custo de Oportunidade


Faz cinco anos que o Estatuto do Torcedor foi criado e são cinco anos de descumprimento ao artigo 8° deste estatuto, que, em seu Inciso I, garante aos clubes pelo menos 10 meses de competições oficiais por ano. Desde 2003, o Ferroviário tem disputado, em média, menos de cinco meses de competições oficiais por temporada. Quase todas as Federações no Brasil já se adequaram ao Estatuto do Torcedor e criaram competições alternativas garantindo competições aos seus filiados. Apenas aqui no Estado do Ceará o descumprimento do Estatuto do Torcedor persiste. O Ferroviário quer uma competição para jogar, a lei garante calendário para os clubes e nada é feito. Enquanto isso, o Ferroviário vai acumulando enormes prejuízos a sua marca e tradição, vamos simular o prejuízo? Na verdade, não é bem prejuízo, e sim custo de oportunidade.

O termo “custo de oportunidade” é muito utilizado na economia para indicar o custo de uma oportunidade renunciada ou perdida. Os agentes econômicos precisam tomar decisões e fazer suas escolhas. No caso de decisões entre alternativas excludentes, ao se tomar determinada escolha, deixa-se de lado as demais possibilidade, ou melhor, a escolha de uma determinada opção impede o usufruto dos benefícios que as outras opções poderiam proporcionar. Se o maior benefício associado as possibilidades não escolhidas for maior que o beneficio gerado pela alternativa escolhida, diz-se que houve um “custo de oportunidade”. Vejamos um exemplo: um empresário pode estar na dúvida entre ampliar sua fábrica ou investir no mercado financeiro, se a decisão tomada for ampliar a fábrica, torna-se necessário o empresário comparar sua rentabilidade (lucro/investimento) com o retorno dos investimentos que poderiam ter sido auferidos aplicando no mercado financeiro. Caso os retornos do mercado financeiro forem superiores a rentabilidade da empresa então houve um custo de oportunidade de não se investir no mercado financeiro.

Então, vejamos o caso do Ferroviário: Como a FCF optou por descumprir o Estatuto do Torcedor e não criou uma competição alternativa para o segundo semestre de cada ano, o Ferroviário não teve escolha, teve que ficar parado uma média de 7 meses ao ano nesses últimos 5 anos e, se não bastasse, absorveu um custo de oportunidade por não ter tido o direito de arrecadar em bilheteria, de não ter tido o direito de revelar jogadores em uma competição oficial e realizar bons negócios, por não ter tido o direito de sua marca estar diariamente nos jornais, programas de radio e tv etc.

Segundo dados do borderô do campeonato cearense de 2008, disponível no site da FCF, o Ferroviário nos quatro meses de competição, arrecadou via bilheteria R$ R$220.000,00. Em média, duas negociações são concretizadas por semestre com uma média de R$200.000,00 por negociação.

Quanto a desvalorização da marca, podemos simular o custo de oportunidade da não publicidade da marca Ferroviário. Um anuncio pequeno em um jornal de grande circulação da capital por apenas um dia custa em média R$500,00, pagando mensalmente encontra-se pacotes promocionais que chegam a custar até R$10.000,00, logo, para manter o Ferroviário em evidência em apenas um jornal da cidade custaria R$40.000,00 em 4 meses. Na televisão esses custos se elevam, de tal forma que seriam necessários algo em torno R$60.000,00 por temporada para manter jingles institucionais em programas esportivos na TV e mais R$20.000,00 para programas de radio. Então, para manter a marca em evidencia em jornal, radio e TV o Ferroviário necessitaria de R$120.000,00 por temporada.

Notem que nessa simulação o Ferroviário possui um custo de oportunidade de algo em torno de R$740.000,00 por não ter uma competição similar ao campeonato cearense no segundo semestre de cada ano. Acumulando para os 5 anos de desrespeito ao Estatuto do Torcedor esses valores chegariam a R$3.700.000,00. Entretanto, esses valores podem ser mais elevados se considerados também a redução da arrecadação advindas de sócios, redução de venda de materiais do clube, a redução da procura por escolinhas de futebol, enfim, diante de tanto prejuízo, quem paga a conta?

 

Postado por Vitor Borges Monteiro

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28/07/2008
O dinheiro falando mais alto no futebol

O Athletic Bilbao, clube de 110 anos, anunciou neste último fim de semana que, pela primeira vez na história, terá um patrocinador em sua camisa. O time espanhol chegou a um acordo com a empresa petrolífera Petronor, que exibirá sua marca durante as três próximas temporadas em troca de 2 milhões de euros mensais (cerca de R$ 5 milhões).

Há algum tempo, a equipe já tinha anunciado seu interesse em quebrar a antiga tradição. O dinheiro definitivamente falou mais alto. Antes, o Athletic havia colocado apenas a marca do Conselho de Turismo do Governo Basco, com o lema Euskadi.

Outro famoso clube mundial que também sempre preservou seu "manto" das empresas privadas, sem nunca ter tido patrocinador nas camisas, é o Barcelona. Atualmente, o clube catalão apenas tem firmado um acordo com o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).

Voltando para a realidade do nosso futebol, comecei a recordar de algumas empresas que já estamparam suas marcas no glorioso uniforme do Ferrão: BEC, Guaraná Brahma (em equipes juvenis), A Esmeralda, Tintas Coral, Mastruz com Leite, Construtora Douglas (bicampeã 94/95), Perlex (também esteve presente na campanha do bi), Kpricho Jeans (vice cearense em 1998), Fort Sound, Daterra, Santana Têxtil (vice em 2003), Refrescos Camp (em um jogo contra o Corinthians pela Copa do Brasil de 2004), Baratão da Irrigação, Churrascaria Gheller, Mistura Paulista, Neto Tecidos, Teixeira Tecidos, Inapi, Indaiá, Rabelo, Alumínio Belmetal... será que me confundi em algum? Esquecido outros, com certeza. Me ajudem...

Mas, e o primeiro patrocinador? Alguém lembra qual a marca que estreou o uniforme do Ferrão? Esta seria uma boa dica para alguma "pergunta do dia" da Rádio Ferrão. Tentem responder...

Postado por Chateaubriand Arrais Filho

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25/07/2008
Corais pelo Mundo


Em Lisboa, estou recebendo a visita do amigo Hélio Pessoa Filho. A camisa do Ferrão, assim como todo bom coral, é presença obrigatória em vários dos seus passeios por esta e por outras cidades da Europa.

Na foto acima, Hélio estava conhecendo as instalações do moderno Estádio da Luz, de propriedade do Sport Lisboa e Benfica.

Brevemente o Portal Oficial do Ferroviário inaugurará uma seção mostrando os vários "Corais pelo Mundo". Se você também tem foto exibindo uma camisa do Ferrão por aí (inclusive no interior do estado), envie já um e-mail para ouvidoria@ferroviario.com.br. Você será destaque!

Postado por Chateaubriand Arrais Filho

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22/07/2008
Salvem o futebol cearense

Desde que foi implementado o sistema de pontos corridos e, consequentemente, a disputa légua tirana dos Campeonatos Brasileiros das Séries A e B, o futebol nacional vem sofrendo algumas drásticas consequências.

A idéia foi até boa, mas era preciso se pensar mais antes de colocá-la em prática. Hoje em dia vemos 40 clubes alegres e satisfeitos (nem sempre), enquanto outros centenas sofrendo com o descaso.

Este ano, talvez para tentar corrigir os graves erros, anunciaram a criação de mais uma divisão. Esta idéia também é muito boa, porém, mais uma vez, meteram os pés pelas mãos. De uma hora para outra, inventaram critérios absurdos de acesso para as Séries C e D do próximo ano.

Enquanto isso, vemos times tradicionais privados de competições oficiais durante a maior parte do ano, tendo que se sujeitar à "parcerias" com clubes de menor expressão para arrecadar verba e manter seus jogadores em atividade. O torcedor, coitado, é quem paga o pato.

Para quem pensa que "essas coisas só acontecem com o Ferroviário", basta ir até o sul do Brasil e ver um caso bem parecido. O Joinville, um dos maiores clubes do rico estado de Santa Catarina, também ficou de fora da Série C e emprestou todo o seu elenco e estrutura para o Juventus de Jaraguá do Sul disputar a Divisão Especial do Campeonato Catarinense.

A diferença do futebol deles para o nosso é que a federação de lá tem um calendário mais digno. Acontecerá ainda este ano a Copa Santa Catarina, que já apontará o primeiro representante para a Série D do próximo ano. Além disso, esta competição é também classificatória para a Recopa Sul-Brasileira, um interessante torneio organizado pelas federações gaúcha, catarinense, paranaense e paulista, com o objetivo de colocar os campeões de suas copas (Copa FGF, Copa FPF, Copa Paraná e Copa Santa Catarina) frente à frente na disputa de um novo título. Cada ano a competição se realiza em um dos estados organizadores. A primeira (2007) foi no Paraná, a segunda (2008) vai ser em Santa Catarina, a terceira (2009) em São Paulo e a quarta (2010) no Rio Grande do Sul.

Se formos vasculhar os títulos dos principais clubes brasileiros veremos uma série de taças, torneios e copas dentre as relações mais antigas. Uma prova disto é a galeria de títulos profissionais do Ferrão. Tempos bons. Tristemente, de uns anos para cá, isto mudou. A meta anual de uma equipe parece resumir-se simplemente à conquista de uma ou duas competições, no máximo.

Ainda bem que, dado o exemplo que vem do sul, aos poucos vamos vendo o futebol brasileiro voltando à ser tão dinâmico como era antes. Quanto mais competições, melhor. Quanto mais possibilidades de gritar "é campeão", melhor. Um clube depender apenas do Campeonato Brasileiro é ridículo. Precisamos manter os estaduais fortes e termos outras competições no decorrer do ano mais fortes ainda.

Por aqui, o Ministério Público precisou intervir para abrir os olhos da nossa federação quanto à atual mazela. Esperamos ansiosos por uma modernização do nosso calendário. Salvem o futebol cearense.

Postado por Chateaubriand Arrais Filho

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17/07/2008
Importância de um calendário justo


Já é de conhecimento público que o Ferroviário está liderando o movimento para a criação de uma Copa no segundo semestre de cada ano. Tal Copa complementaria o calendário dos clubes da 1ª e 2ª divisão cearense, mantendo as agremiações em atividade por todo o ano, atendendo o previsto no Estatuto do Torcedor. A repercussão na imprensa ainda não tomou as dimensões esperadas mas acredito que quando a FCF se manifestar oficialmente, convocando o conselho arbitral para deliberar sobre o assunto, a ampla divulgação será inevitável.

Porém, alguns cronistas já arriscaram fazer alguns comentários sobre a criação dessa Copa e, é assustador o senso critico de certas pessoas, comentários do tipo "Ai ai, o Ferroviário ainda quer jogar esse ano?" ou "O Ferroviário ainda continua fazendo confusão". Enfim, não queria criticar A ou B, queria apenas tentar explicar o porquê da necessidade da criação desta Copa para o fortalecimento do futebol cearense.

Desde a implantação do novo calendário do futebol brasileiro em 2003, com campeonatos estaduais realizados nos quatro primeiros meses do ano e o restante dos meses apenas destinados para o campeonato nacional, apenas 40 clubes no Brasil (Séries A e B) foram privilegiados, pois a série C possui fases eliminatórias que não garantem calendário certo para nenhum dos 64 clubes participantes.

Especialistas da bola criticaram bastante esse calendário da CBF alegando que essa atitude iria refletir em médio e longo prazo na hegemonia da seleção brasileira, pois muitos dos grandes craques nascem em clubes pequenos e, tal calendário, iria extinguir as atividades esportivas nestes clubes durante os 8 meses restantes do ano. Uma alternativa implantada para manter os mais de 12 mil atletas profissionais de futebol em atividade foi a criação de segunda e terceira divisões dos campeonatos estaduais em períodos diferentes, de tal forma que as três divisões juntas preenchessem o calendário todo o ano.

Tudo bem, concordo que os atletas conseguem se manter em atividade durante todo o ano, mas e a criação de novos atletas? Economicamente inviável para um clube que joga apenas 3 ou 4 meses no ano manter durante todo o ano categorias de base em pleno vapor, quem o faz obra milagre. A migração de atletas entre as divisões desestimulou os clubes investirem em categorias de base, isso é fato! Pois é muito mais fácil absorver a mão de obra abundante no começo de cada campeonato. E a identificação do atleta com o clube? Não existe! Um atleta joga em três clubes por ano. A migração demasiada fortaleceu o mercado de compra e venda de jogador, favorecendo cada vez mais os empresários de futebol. E o jogador? Uma mera mercadoria!

O que se vê por ai é cada vez mais a qualidade do futebol reduzindo, mas é claro, preferem utilizar jogadores obsoletos frutos da migração do que investir em base. Fazer o que?

Imaginem se os times de segunda divisão cearense (Guarany-S, Trairiense, Tiradentes, Maracanã, Barbalha etc) soubessem que não poderiam contratar jogadores da primeira divisão pois todos os clubes jogariam o ano todo paralelamente? É obvio que iam investir na base, seria inevitável, ganharia o futebol, não acham?

O Ferroviário está nessa briga por calendário justo porque sua torcida quer o ver jogar durante todo o ano, corrigindo inclusive uma afirmação de um cronista que dizia "a torcida do Ferroviário não tem pressa". Estamos brigando não pelo futebol cearense e sim pelo próprio Ferroviário, mas só um cego não enxerga que o futebol cearense se beneficiará com um calendário moderno e justo.

Postado por Vitor Borges Monteiro

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16/07/2008
Mercado Livre Ferroviário


Você tem aí na sua carteira o bilhete do Ferrão Campeão Cearense de 1979? Ou ainda o poster do time campeão em 1988 colado na parede? E o livro "Ferroviário - Nos Trilhos da Vitória", de Aírton de Farias, já leu?

Essas e outras preciosidades corais podem ser encontradas no site Mercadolivre.com.br, que apresenta ainda alguns produtos mais recentes: como a edição número 2 da revista Expresso Coral e a camisa listrada com o patrocínio da Rabelo.

O Mercado Livre é a maior comunidade de compra e venda online da América Latina. Quer vender? Quer comprar? Cadastre-se e bons negócios. Com relação à estas peças corais que aqui relatei, um fato curioso é que nenhum dos vendedores mora no estado do Ceará. Tem gente do Rio, de São Paulo e do Paraná.

É o Ferrão no mais famoso mercado virtual do país.

Postado por Chateaubriand Arrais Filho

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08/07/2008
A Rádio do meu Coração


Parabéns aos que fazem a Rádio Ferrão: Saulo Tavares, Evandro Gomes, Vitor Monteiro, Leonardo Carneiro, Emmanuel Garcia e todos os outros amigos da Ceará Rádio Clube.

Mesmo com 4 horas (a mais) de diferença (do horário de Fortaleza) aqui em Lisboa, tenho conseguido "lutar bravamente" contra o sono nas madrugadas de domingo e ouvido o programa de rádio oficial do Ferroviário.

É uma verdadeira satisfação passar 2 horas tratando de assuntos relativos ao Tubarão da Barra, mesmo não incomodando-me caso fossem 3, 4, 10 ou 20 horas seguidas. "Respirar" Ferroviário não cansa! É muito bom!

Vida longa à Rádio Ferrão, a verdadeira rádio do meu coração!

Postado por Chateaubriand Arrais Filho

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19/06/2008
Efeito Borboleta


Você já assistiu? A gravação não é tão recente, nem sua produção é super interessante assim, mas o filme "Efeito Borboleta" (The Butterfly Effect, EUA, 2004) nos faz pensar em algo que, não raro, passa despercebido quando divagamos sobre viagens no tempo: quais efeitos aconteceriam no presente em virtude de uma alteração na história?

Segundo a Teoria do Caos, onde está presente o chamado Efeito Borboleta, "o bater de asas de uma simples borboleta pode influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo".

Destrinchando a metáfora, comecei a recordar de alguns fatos que aconteceram ao longo da vida do Ferroviário, e que, se assim não fosse, muita coisa poderia estar diferente no nosso futebol hoje em dia.

Lembrei dos vergonhosos campeonatos que nos tomaram em 1947 e 1949. Pensei no incrível estadual de 1953, que deixamos escapar inacreditavelmente. Recordei ainda dos cearenses de 1996 e 1998.

Mas, baseado neste tal Efeito Borboleta, o que mais me fez refletir não foi nenhum título "perdido", e sim um fato que aconteceu entre os anos de 1999 e 2000: a criação da Copa João Havelange (relembre o caso). Na organização desta competição, optou-se pelo critério de apadrinhamento aos clubes participantes. Seu regulamento era um convite ao delírio, e possibilitou inúmeras "viradinhas" de mesa.

Um total de 116 times foram "convidados" e divididos em módulos equivalentes às atuais séries A, B e C. O Clube dos 13, com o consentimento da FCF e CBF, incluiu apenas Ceará e Fortaleza na disputa. O Ceará, que já estava na Série B, continuou por lá. Já o Fortaleza, que sofria na Série C há algum tempo, ganhou de presente uma vaga também na Série B. Quanto "prestígio".

Antes disso, a última vez em que o Fortaleza havia subido de divisão foi também através de uma virada de mesa: saiu da Série B para a Série A em 1993, devido uma alteração de regulamento na última hora para ajudar o Grêmio. Neste caso, é bom lembrar que o Ceará também acabou se beneficiando.

Depois daí, dois rebaixamentos seguidos para o Fortaleza: foi pra Série B em 1994 e pra Série C em 1995. O Ceará, que também caiu junto da A, parece não sair da Série B nunca mais.

A cada ano que passava, o time do pici ia se enterrando mais. Pífias campanhas na Série C. Sem dinheiro para contratar, em 1996 armou o seu time através de peneiradas. Conturbadas eleições presidenciais aconteciam, por mais de uma vez vencidas por pessoas da imprensa. O clube vinha muito mal administrado, atolado em causas trabalhistas. Não foi sequer lembrado para as primeiras edições da Copa do Nordeste. O seu "campo" de treinamento praticamente inexistia (veja vídeo). Eis que em 1999, prestes a entrar no 8º ano seguido sem conquistar pelo menos um turno que seja do estadual, o Fortaleza demonstra profunda fraqueza e, numa reunião entre conselheiros, chega a ser colocado em votação o fechamento das portas do clube.

Enquanto isso, na Barra, o Ferroviário vinha acumulando glórias: foram quatro finais disputadas nas últimas cinco edições do Campeonato Cearense, com o arremate de um inédito bicampeonato em 94 e 95. Presença constante na Copa do Brasil e na Copa do Nordeste. Grandes campanhas na Série C: em 1997 terminou em 5º lugar dentre mais de 60 participantes. A subida para a Série B parecia questão de tempo. As crianças iam nascendo e torcendo naturalmente para o Tubarão.

Pois é... mas agora entra em ação o famoso "se...", enfoque principal do filme relatado no início deste post. Vamos pensar: se o curso natural da história fosse continuado, como o futebol cearense estaria atualmente? Em especial Fortaleza e Ferroviário... quais seriam suas situações de momento?

A verdade é que o Fortaleza não fechou as portas, pelo contrário, uma nova diretoria assume os riscos e surge em 2000, encabeçada por Jorge Mota, Ribamar Bezerra e Flávio Novais. O convite da Série B na Copa João Havelange "cai do céu" e o dinheiro começa a entrar. No ano seguinte, quando tudo deveria voltar como era (cada qual na sua divisão), eis que o Fortaleza novamente é beneficiado por mais uma virada de mesa (a terceira em menos de dez anos) e recebe de lambuja a Série B no Brasileiro de 2001. Os títulos voltam com mais frequência, o time consegue chegar à Série A e a situação financeira é normalizada. Talvez tenha sido a melhor época da história do tricolor do pici.

No Ferrão, o templo de ouro começa a desmoronar. O glorioso presidente Clóvis Dias é tirado do cargo por um grupo de oposição e o clube se desestabiliza administrativamente. Passamos a ver um entra-e-sai de presidentes, cada qual acumulando mais dívidas. A injustiça de ter ficado de fora da Copa João Havelange, e a consequente permanência na Série C a partir de 2001, agrava ainda mais a situação. Participações na Copa do Brasil e na Copa do Nordeste são cada vez mais raras. Para muitos foi uma das piores fases da vida do Tubarão.

O Fortaleza, apesar de ainda relativamente forte, diminuiu muito o seu poderio dos primeiros anos desta década. Está na Série B e continua apadrinhado pelos órgãos máximos do futebol.

Quanto ao Ferrão, podemos dizer que, depois de muitas infelicidades, retornou definitivamente aos trilhos. Sua situação financeira ficou estabilizada. A enorme e fiel torcida coral cresceu e está cada vez mais presente na vida do clube. O profissionalismo e a organização na Barra são pontos que se destacam a cada dia. Temos uma AAFAC e uma nova diretoria, eleita este mês, bastante fortes. Realmente, o futuro não é mais como costumava ser.

Apenas um grave empecilho ainda esbarra o crescimento evidente do Ferroviário: a falta de um calendário justo e digno para o futebol brasileiro, em especial para o cearense. Lutamos por justiça e sigo acreditando nela. Esperamos, portanto, nunca mais sentir o Efeito Borboleta iniciado no fim dos anos 90 e começo dos anos 2000.

Postado por Chateaubriand Arrais Filho

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29/05/2008
De tanto se repetir uma mentira, ela acaba se transformando em verdade

Esta semana uma falsa pesquisa da Gallup (quase) fez comprovar esta famosa frase do título, dita originalmente por Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Adolf Hitler na Alemanha Nazista. Pessoas "espertas", conscientes da diferença entre a verdade e a mentira, elaboram histórias que parecem verdadeiras.

No "Caso Piva" estamos vendo algo semelhante. Naquela velha onda "Maria vai com as outras", grande parte da imprensa cearense tratou de propagar várias mentiras no intuito de não querer crer na verdade, ou seja, na irregularidade evidente de oito partidas em que o jogador atuou.

Na sua edição de hoje, o Jornal O Povo transcreve uma frase dita por Irapuan Diniz Aguiar, do TJDF-CE: "o Tribunal está caindo em descrença". Ele tem razão! Mesmo assim, ainda me resta confiar na Justiça, seja qual ela for: Desportiva ou Comum, afinal, como diria Sófocles, "a mentira nunca sobrevive até alcançar idade avançada".

Postado por Chateaubriand Arrais Filho

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19/05/2008
Fantasma por 40 dias: a verdade sobre o “Caso Piva”


O "Caso Piva" é o legítimo episódio de um jogador de futebol que atuou de forma irregular por quarenta dias sem possuir vínculo com clube algum. Para a CBF, entidade maior que rege os destinos do futebol brasileiro, o jogador que atuava livremente pelo Horizonte se tratava apenas de um fantasma, recentemente desvinculado do Quixadá e oficialmente a disposição do mercado desde o término do contrato com seu ex-clube.

Ocorre que até o dia que o jogador foi reconhecido pela CBF como profissional vinculado ao Horizonte – fato tornado público com a publicação de seu nome no BID -, decorreram-se cerca de quarenta dias de exercício ilegal da profissão. Havia um fantasma bailando nos gramados cearenses com a camisa amarelada do time do prefeito. O raciocínio é simples e lógico: a Lei Pelé atribui à CBF o exclusivo direito de legitimar a condição de jogo dos jogadores de futebol do país. Ninguém mais pode fazê-lo. Aquele que defender a tese de que a FCF possui referida atribuição estará passando recibo de incompetente, iletrado e desinformado. Cuidado para não passarem vergonha, magistrados! A Lei Pelé está acima de todos os acordos, conchavos, hábitos, cultura ou qualquer tipo de documento mal escrito nos bastidores da Federação, que dadas tantas reclamações e escândalos mal explicados nos últimos tempos, sequer possui autoridade para falar.

A verdade sobre o “Caso Piva” é que muita gente tem medo que os estilhaços de uma irregularidade gritante atinjam os interesses particulares e comerciais de muita gente ligada ao futebol. Ninguém defende propriamente o Horizonte. A defesa é sempre feita em cima do interesses de outros e está relacionada aos “peixes grandes” desse futebol. Saibam bem disso. O Ferroviário quer apenas sua vaga na Série C no posto do Horizonte, que se beneficiou de um fantasma para somar pontos no campeonato. Saibam disso também.

Por que tão tardiamente o Piva foi reconhecido pela CBF como atleta do Horizonte? Esta é a pergunta que a crônica esportiva deveria fazer. Alguma coisa aconteceu nos bastidores da FCF para que a documentação do atleta demorasse tanto a ser enviada para o registro da entidade nacional – repito, a única que tem o legítimo poder de permitir o exercício legal da profissão ao profissional da bola. É sabido que o setor de registros da FCF não é nenhum exemplo de organização e competência. Talvez por isso se explique o fato de só – e somente só – a FCF sair em defesa do Horizonte. Em nenhum momento se viu o advogado do time amarelo em cena. No Rio Grande do Norte, no “Caso Assu”, também foi assim. A diferença é que lá o profissional do setor de registros perdeu o emprego. E o STJD colocou tudo em pratos limpos.

De quem foi a culpa para a presença de um fantasma em oito partidas do campeonato cearense? Isso é o que menos importa para o Ferroviário. Se foi desorganização da FCF ou incompetência dos funcionários do Horizonte – ou ambos os casos -, isso não mais interessa. Ao Ferrão, importa apenas o seu legítimo direito de jogar a Série C. Sim, porque ainda existem leis nessa terra e estas devem ser cumpridas. Por bem ou por mal. E quem for podre que se quebre. Chega de impunidade para o bem desse futebol cheio de mazelas.

Postado por Evandro Ferreira Gomes

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16/05/2008
STJD confirma obrigatoriedade do BID nos estaduais

Um fato, no mínimo inusitado, aconteceu durante a tarde de ontem. Grande parte da torcida coral acompanhou, sem "despregar" os olhos, o julgamento do "Caso Assu" em tempo real. A possibilidade se deu através do site www.justicadesportiva.com.br, que transmite diariamente todos os detalhes direto do STJD. É uma maravilha!

O resultado final do julgamento confirmou aquilo que a torcida coral já sabia: a publicação no BID é mesmo obrigatória, inclusive para os campeonatos estaduais! Será que alguém ainda tem dúvida?

Lembrando que este "Caso Assu", que envolvia o atleta Anaílton, é idêntico ao caso que envolve o atleta Piva, do Horizonte. Há cada dia estamos mais confiantes na JUSTIÇA! Ferrão rumo à Série C.

Postado por Chateaubriand Arrais Filho

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09/05/2008
Nem no dia do aniversário eles dão trégua

09 de maio de 2008, ao acordar a primeira coisa que eu penso é no aniversário de 75 anos do Ferroviário, ao levantar vou direto ao computador ler os cadernos esportivos dos jornais locais pela internet, ansioso por uma notícia do Ferrão, afinal, hoje tinha que ter uma noticia, não?

No Diário do Nordeste uma nota tímida, bem aquém da importância que o dia representa para todos nós corais, mas pelo menos a matéria foi imparcial, informaram inclusive os últimos acontecimentos acerca do “caso piva”. A decepção por parte deste jornal ficou por conta do colunista Tom Barros, que diga-se de passagem, fazia mais de um mês que não tocava no nome do Ferroviário, eis que hoje ele escreve o tópico: SOS. Prevendo a extinção do Ferroviário. Coitado!

Vou para o Jornal O Povo ai o desastre foi maior, A matéria alusiva aos 75 anos parecia mais discurso fúnebre, falando que o Ferroviário tinha poucos motivos para comemorar. Ao comentar sobre o tapetão, sim, para eles não é “caso piva” e sim tapetão, foram sacanas, deixaram para o leitor concluir o que não tiveram coragem de escrever: “Mas a tabela da Série C foi divulgada na quarta-feira pela CBF e os grupos já foram definidos. Será que vale a pena acreditar que dá para jogar oficialmente ainda este ano?” Ora, depois de deixar o Ferroviário no chão do começo ao fim da matéria, quem lê e está alheio as coisas conclui na hora pelo contexto que é obvio que não vale a pena acreditar, simplesmente ridículo.

Devia ter fechado a pagina do jornal na internet e procurado alguma outra coisa para fazer, mas não, fui ler a coluna do Alan Neto, pra que? Com o tópico “O segundo mais amado”, o respeitado colunista utiliza toda uma irreverência para dizer que o ferroviário é o segundo time até de Kaká e Ronaldinho Gaúcho, sinceramente, vocês viram graça nisso? Lendo os comentários acerca de sua coluna, verifiquei que a torcida do Ceará e Fortaleza acharam muita graça, francamente, passa adiante Alan, você não torce Ferroviário e não merece nosso respeito.

Durante 3 segundos fiquei me perguntando se não estou exagerando com meu amor ao Ferroviário. Será que não estou com mania de perseguição? Será que o amor é cego e eu não consigo enxergar o que todas as pessoas comuns conseguem ver? Ufa, ainda bem que durou apenas 3 segundos.

A grande verdade é que nessa imprensa esportiva cearense só tem mercenários, viciados, falam de quem estão por cima, interesseiros, compromisso com o jornalismo zero! Raríssimas exceções. Tenho a curiosidade de saber quem inventou a frase “Ferroviário contra tudo e contra todos”, infelizmente ou felizmente, esse é o nosso lema. Arregacemos as mangas e vamos a Luta.

PARABÉNS FERROVIÁRIO, LUTAREI POR VOCÊ ATÉ O